
fujo para quarto, auscultadores nos ouvidos, músicas lentas é a única coisa que apetece ouvir. fico atenta se irá alguém entrar no quarto porque não quero que pensem que sou fraca. escondo as lágrimas que cobrem a cara, grito por dentro, não quero que ninguém oiça. São lágrimas de desilusão, de raiva, de tristeza, de um verdadeiro desespero. não é questão de ser cobarde, ou talvez seja (...) para mim é mais para pensarem que sou forte, que não tenho problemas, que nunca sofro mas que acima de tudo sorrio, independentemente do que esteja a sentir. agora vejo – me, mais uma vez e outra, sempre a repetir este processo, ainda me questiono do porquê de me estar a esconder da realidade. mas chegou o dia, em que sim eu assumo que sofro, porque se tiver de chorar ou mesmo gritar irei fazê-lo, esteja onde ou com quem estiver. não me vou esconder mais, não vou estar sempre a sorrir quando o que me mais apetece é chorar, não vou perdoar quem me faz sofrer constantemente, não vou mesmo ! e sim, não irei fugir, porque estou aqui para enfrentar tudo e todos, estarei aqui para superar os obstáculos que irão aparecer na minha vida. Sei que não estou sozinha, mas sei que a maior parte das pessoas que confio continuam a trair-me, acredito que toda a gente erra, mas está–lo a fazer sempre, vezes sem conta, não tem perdão.
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