segunda-feira, 22 de agosto de 2011

# 71

quando nós éramos crianças e nos magoávamos fisicamente, o nosso refúgio era chorar. mas chorar e gemer, para que o pai, a mãe, o irmão mais velho ou quem quer que estivesse perto, nos ouvisse e nos acalmasse com um abraço, com palavras calmas ( ... )  hoje, se caçarmos o dedo na gaveta, ou batermos com o mindinho do pé no sofá, o máximo que fazemos é dizer um palavrão ou outro.  os olhos podem até ficar meios avermelhados, ou um pouco lacrimejados, mas logo nos recompomos e mostramos que aquilo não foi nada. hoje, é preciso muito mais que uma simples dor  no dedo para nos fazer chorar, é preciso magoar-nos profundamente, no coração.
 enquanto a maioria das mulheres sonha com amores perfeitos, homens que abrem a porta do carro, mandam flores e pagam as contas, eu vivo a realidade das baladas infinitas, das cervejas geladas e da minha autonomia.

eu quero fazer as minhas próprias escolhas, mesmo que isso considere que o meu coração irá despedaçar-se em milhões ; quero ATITUDES, porque palavras o vento leva , e se eu te ignoro, é porque espero que corras atrás de mim. 
às vezes, as coisas que mais queres não acontecem, e aquelas que menos esperas, sucedem-se . tu conhece milhares de pessoas e nenhuma delas te « toca » , e ai conheces uma pessoa que vem , e a tua vida muda para sempre.

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